Gente, é muito difícil arranjar assunto para poder colocar numa postagem de blog, ainda mais quando não se tem paciência nem tempo para preparar e juntar informações sobre o assunto que vai colocar. Estou colocando esta pelo fato de ser algo que aconteceu comigo recentemente. É algo bem simples, porém eu achei interessante.
Durante esta última semana de férias, eu tenho feito um curso de Java no Colégio ministrado pelo embaixador do Campus da Fatec de Cruzeiro no OSUM (Open Source University Meetup) da Sun Microsystems, Renato Porto Puccini. O curso tem acontecido das 8:30h às 11:30h e termina amanhã, mas eu não vim aqui para falar do curso, embora este esteja muito interessante e acho que valeu a pena ter “sacrificado” as manhãs dessa última semana do recesso, até porque nem foi tão “sacrifício” assim…
Não sei por que motivo, meu pai já tinha dito meses atrás que não me levaria para este curso, portanto, tenho ido de ônibus até o centro de Guaratinguetá (cidade vizinho à minha) e vou caminhando mesmo para o Campus da UNESP de Guará, onde fica a FEG e o Colégio para poder fazer o curso e, obviamente, para voltar eu faço o trajeto ao contrário.Lembro-me bem: foi nesta terça-feira, dia 14 de julho, eu estava esperando dentro do ônibus para poder vir embora quando entram um rapaz com um violão e uma moça, ambos vestidos de palhaço. Ele de laranja e ela de rosa. Eu já os conhecia, já sabia o que iam fazer assim que entraram, pois ano passado eu ia e voltava das aulas do sábado de ônibus e encontrava-os quase todo final de semana. Enfim, sabem o que é que eles fazem? Cantam músicas cristãs e gospel e depois passam pelo ônibus com uma caixinha de sapato embrulhada em cor de laranja pedindo qualquer quantia em dinheiro que puder ser doada. Eles são Tangerina e Mexirica, que deram o título desta postagem.
Dos dois, quem mais fala é o rapaz com o violão. Ele explica o propósito de tudo, o fato de estarém lá (que estão desempregados e nestes tempo difíceis para se conseguir emprego, esta foi uma maneira que eles encontraram de levar um pouco de paz e alegria para as pessoas além de conseguir uns trocados), apresenta os dois e começa a cantar. Ele não toca mal e os dois até que cantam bem. Consegui notar músicas do Padre Marcelo Rossi e do Padre Fábio de Melo no repertório, que são padres bastante populares neste ramo da música e suas músicas não são do tipo “cristãs chatas” como muitas que se ouve por aí. Mas o mais interessante em tudo foi o que senti ao presenciar tudo aquilo.
Assim que eles entraram, nota-se um certo ar de repulsa vindo das outras pessoas, mas assim que eles começaram a cantar, o ar mudou. Percebi que ambiente se tornou muito mais agradável, muito mais pacífico, sem aquele estresse que todo mundo carregava. Fechei os olhos, pois estava cansado e, naquele momento, imaginei como seria aquela situação, se estivéssemos passando com o ônibus por um lugar onde, por exemplo, estivesse acontecendo uma guerra, ou ainda, onde ocorre devastação causada por desastres naturais, assim como em filmes. Não foi difícil imaginar, pois os barulhos exagerados dos õnibus, carros, caminhões, motos no trânsito, bem como serras numa casa em reforma contribuiram para minha imaginação e imaginando tudo isso, como se eu estivesse nesse “ônibus de refugiados”, consegui sentir a leveza da música que Tangerina e Mexirica cantavam, como se acalmassem aquele ambiente pesado.É, talvez eu tenha exagerado um pouco ao imaginar tudo isso, mas foi uma sensação interessante. Só não foi muito agradável quando a moça (que eu acredito que seja a Mexerica), que por sinal é bem bonita, se aproximar com a caixinha, eu coloquei algumas moedas lá dentro e um senhor ‘bem arrumado’ sentado ao meu lado respondeu “que Deus abençoe vocês!” num ar e cara de desdém, de nojo, de repulsa depois que a moça disse “Deus te abençoe” por ele ter colocado o dinheiro na caixinha e já ia se afastando. Apartir daquele momento, foi que decidi ainda mais contar isso aqui no blog. Eu é que fiquei com nojo e repulsa daquele cara. Os dois só estavam ‘trabalhando’ humildemente e ele ainda faz isso? É como se ele tivesse se sentido obrigado a colocar o dinheiro na caixinha. E mal sabe ele que teve gente ali, sendo eu mesmo um exemplo, que se sentiu muito bem ao ouvir a música que eles cantavam naquele ambiente relativamente pesado.
Confesso que espero encontrá-los no ônibus mais vezes. Faz bem encontrar pessoas alegres assim, sabe.
E falando nisso, neste semestre começaremos a ter aula de Sociologia. Parece que vai ser interessante! Vamos aguardar.
Bom, pessoal, espero que tenham gostado. Tentei ser o mais fiel possível ao acontecido. Qualquer erro que encontrarem, é só deixar comentário e finalmente postei algo depois de muito tempo! ^^
Até mais e comentem! ;D
Texto de Bruno Gabriel, mas que muito me identifiquei!














Rapidshare






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